Educação não é algo que se termina – parte 2… (ou “como vai minha jornada acadêmica? v.2.0”).

Que belas costeletas, hein?² Créditos pela foto: Yousuf Karsh.

Você já sabe. Educação não é algo que se termina.

Neste espírito, venho compartilhar meu artigo recentemente apresentado como parte integrante do processo para aproveitamento da recente participação como aluno especial na cátedra de Sociologia do Direito Brasileiro, na FD-USP, sendo esta minha última oportunidade como aluno especial na instituição, ainda de acordo com o edital da faculdade. Daqui pra frente, se eu quiser ter mais desses artigos para esta prestigiosa instituição, terei que ingressar no programa de pós-graduação (alternativamente, posso procurar outra instituição que me aceite como aluno especial… Mas, dá um pouco de pena de pensar nisso…🫤)

O artigo, abaixo, analisa a obra de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, enxada e voto”, elaborada ao fim dos anos 1940, quando o autor tentava o ingresso como professor titular na universidade que viria a se tornar a UFRJ.

O interessante no trabalho de leal é que ele consegue explicar dinâmicas muito importantes do sistema eleitoral brasileiro, numa perspectiva histórica que vai do nascimento da República, até a Constituição de 1946. E aí, você se pergunta “huh… e daí?”… Bem, “e daí” que boa parte do que ele explica ainda acontece, de um jeito ou de outro, nos anos 2020. O trabalho de Leal tem esse poder de pôr qualquer brasileiro que goste de pensar a política, mas não só ela, como as instituições democráticas que a viabilizam – como o financiamento de campanha, por exemplo – para pensar… Se você terminar de ler este livro e não tiver nenhuma suspeita de que algo de muito errado no nosso modelo eleitoral (institucional) corrente, você não leu direito 😝.

Enfim, meu artigo correlaciona os elementos que Leal evidencia, e tento fazer uma intersecção fenomenológica com os eventos que se desdobraram nos últimos anos, no que ficou conhecida como a polêmica das “emendas parlamentares”. Vejo elementos redundantes no trabalho de Leal e nas análises que chamo para a dialética.

Enfim, espero que isso possa ser interessante para você e, como sempre, será um prazer debater o tema, caso você sinta vontade de fazê-lo, aqui, no Academia.edu, ou onde mais você tiver acesso à mim. 🙂

Abraço!