Fazendo o bom debate

AQUI NÃO É O FACEBOOK! 🙂

(Conceitos que todos nós devemos saber e que serão necessários para conviver por aqui)…

Aja sempre de tal modo que o teu comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.

 – Immanuel Kant

Sério… Se conseguirmos manter essa frase na cabeça, 80% da conversa já está salva. 🙂

Toda vez que eu escrever por aqui, tentarei respeitar outros pontos de vista, e tudo que te peço em troca é empatia… Se você me garantir isso, te dispenso de ler até o final dessa página.
E, eu não preciso explicar o que essa palavra significa, se você sempre lembrar desse princípio como um mantra, enquanto você escreve. Repita como um mantra! (hehehe)

O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…

O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…

O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…

O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…

Enfim, vamos à algumas “regras de ouro” que observarei, e desejo que todos observem também:

  • O primeiro princípio é o respeito.
    É assim que nasce o bom debate.
    Veja: O mais intenso debate entre um ateu convicto e um protestante fervoroso, vai terminar em uma excelente discussão e profusão de idéias, argumentos e raciocínios novos, contanto que eles tenham, um pelo outro, respeito. Disso, ocorre um sentimento de que suas idéias não são, necessariamente, a única verdade (podem até ser, mas é melhor não ser presunçoso e supor que você não conhece tudo sobre um dado assunto, “de cara”).
    Se aceitarem o exercício do contraditório; se tiverem a humildade de aceitar o “risco” (mais que certo) de que, vez ou outra, estarão equivocados no que dizem, e no que tomam por certo, tudo acabará muito melhor do que começou.
    É parte da vida: O erro nos ensina muito mais do que o acerto. O único erro inaceitável é aquele que você comete sabendo, desde o princípio, estar errado.
  • Por outro lado, um debate entre um Católico Apostólico Romano vs. um Protestante Adventista do Sétimo Dia, quando ambos não têm dúvidas de que estão 100% certos, acabará num mar de ofensas e acusações, só porque um guarda o Sábado, e o outro, o Domingo. Mesmo com os dois lados crendo no mesmo Deus… Vai entender…
  • O segundo princípio é saber ler (ou ouvir). Não menos do que todo dia, eu via pessoas barbarizando em replies de matérias no Facebook; falando as mais terríveis groselhas (eu gosto da bebida, mas quando jogam no meu ouvido ou nos meus olhos… :-/ ), sem sequer ter lido o texto todo (para além da manchete [a headline]).
    Como eu sei que elas não leram?
    Simples: Tudo que a pessoa criticava já tinha sido rebatido ou contra-argumentado no texto original. Sinal que ela não leu nada.
    Saber ler e ouvir é mandatório e é algo que, tristemente, a cultura brasileira não incentiva. Nós costumamos nos atravessar nos diálogos, mesmo entre amigos; falamos ao mesmo tempo; disputamos literalmente no grito, a atenção de todos. E isso é péssimo.
    Em um debate de alto nível, estabelecemos Proposição, Réplica e Tréplica, justamente para que o outro lado se dê ao trabalho – e dignifique com o merecido respeito ao outro – de ouvir o que ali se afirma.
    Só depois de ouvir tudo, a palavra é da outra parte. E deveria ser sempre assim em discussões de bom nível…
  • O terceiro princípio é embasamento.
    Esse é o mais difícil de todos.
    Se gritar já é muito feio, gritar asneiras é ainda pior… Não passe vergonha pública. Se você não tem certeza de que há consenso profissional em prol do argumento que você sustenta, corroborando o que você afirma ser a mais absoluta verdade (cuidado: a maioria dos pesquisadores sérios jamais usaria essa expressão, pois, eles se permitem ouvir novos argumentos, e duvidar de si mesmos), então, exponha sua opinião (que, portanto, não é automaticamente uma verdade), com muito respeito pelos demais e, admitindo ao longo do seu texto, a chance de estar errado.
    Podemos, (e até devemos) discordar de tudo, e questionar tudo. É assim que se aprende e se evolui. Odeio dogmas e, até por isso, estou longe de qualquer religião. Mas, para emitir uma opinião com a enfase de quem porta a verdade, você precisa estar muito seguro sobre o que vai dizer a seguir.
    Seguro no nível de poder afirmar algo como “eu fui às ruas, empreguei o método científico de pesquisa censitária para a Comarca de São Paulo, levantei os dados de todos os cidadãos, e apliquei métodos estatísticos respeitados na comunidade científica. Todo esse trabalho me fez concluir que todo Petista é um safado, com base nesse estudo, corroborador pelas partes X e Y: (link do estudo publicado)”.
  • Você também pode não ter feito a pesquisa, mas se você citar as fontes de onde tirou seus argumentos, eu passo a respeitar mais a sua afirmação, por mais chocante que ela seja (não se trata de agradar a todos, mas sim de não transformar crenças pessoais em verdades automáticas).
    Ou embasa, ou diga que é opinião e não use frases como “todos sabem”, “não há dúvidas quanto a isso”… Quando você começa assim, sem maiores cuidados, você está removendo a chance de que seu argumento não é tão solido quanto você acha ser (e, geralmente, você está errado de partida, só por ignorar todo o “fact check” e já ir para os “finalmentes”).

Resumo das “Regras de Ouro” para o bom debate: Respeite, Ouça (leia) e Embase.


Depois de ler isso tudo, se ainda tiver folego (e interesse), que tal dar um pulo na página sobre as falácias? 🙂

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