A difícil – e Bienal – “escolha de Sofia” dos Brasileiros

Sábado, 18h, e você não está muito certo sobre qual candidato merece seu voto. Ou está certo de quem não merece.  Ou vai fazer a triste escolha do “voto menos pior”.

Amanhã, nesta mesma hora,  o destino político dos 5.570 municípios brasileiros estará selado há 60 minutos.

Como ocorre a cada dois anos (ora em nível municipal, ora estadual e nacional),  o brasileiro tenta decidir – mesmo que se negue a participar – por quais rumos e prumos o Brasil avança (ou em relação às soluções, ou às crises).

O ponto nevrálgico do (bom) processo eleitoral é que todos devem votar (ou não), conscientes de que fizeram a melhor escolha. No nosso país, no entanto,  quase ninguém tem esse grau de compromisso com o poder do próprio voto,  e acaba fazendo o famigerado “voto de protesto” (que,  convenhamos,  não tem essa consciência protestante em 99% dos casos) em candidatos despreparados, sem nenhuma formação (não apenas a formal) que os ajude a criar e melhorar as políticas públicas e a legislação das quais tanto reclamamos.

Para todas as pessoas que começam a se interessar por política,  aqui vai a primeira dica: A reforma política não pode ser feita por analfabetos em sentido lato (sejam eles só desprovidos na política,  ou até mesmo na capacidade de ler e entender um texto.).

Quando alguém falar pra você que o Brasil precisa de uma reforma política,  lembre-se da deplorável cena dos votos “pelo meu país,  pela família,  por Deus, pelos Power Rangers, pelo Sport Club Recife”,  etc.. Este é o seu Congresso. Ou melhor, o nosso.  E são eles que vão escrever as regras, limites e obrigações de um novo paradigma político? Deus me livre,  obrigado!

Com esse nível de elementos que elegemos, eu prefiro que reforma alguma ocorra. “Reformar”, em língua política quer dizer “oportunidade para mexer em tudo que diminui o meu poder”.
Não é minha pauta para hoje, falar sobre a real validade do voto. Disse Emma Goldman que:

“Se votar mudasse algo, eles tornariam isso ilegal.”

Eu não quero enveredar pela questão – extremamente válida,  acrescento – sobre se a urna é segura, e se o processo eleitoral tem qualquer legitimidade e lisura em sua condução por aqui.

Independentemente da resposta para a proposição anterior,  nossa obrigação, como cidadãos, é a de tomar a melhor decisão possível diante da informação que temos.

O que desejo, hoje,  é simplesmente falar sobre o que você precisa saber antes de ir a urna, amanhã.

Se escolher um político por afinidade à legenda, não é grande idéia (já que a carta da legenda nem sempre rege o plano de governo do candidato [fidilidade partidária se aplica somente aos Deputados]), escolher pela “cara de bom moço” ou “porque você não suporta o atual” é uma péssima jogada para o valor da sua cidadania.

Precisamos de algumas ferramentas básicas, a fim de fazer uma decisão informada.

O segredo está em não ter preguiça e assumir a responsabilidade que o poder de escolha nos imputa.

1 – Afinal,  o que o candidato a vereador pode fazer?

REGRA DE OURO: Se o candidato não sabe o que ele pode fazer pela população que quer representar, ele não serve para o cargo que quer ocupar.

É a tal história: Imagine que você tem uma empresa de médio porte. 100 funcionários e crescendo. Você ralou muito,  foram incontáveis madrugadas e fins de semana trabalhando para que o seu sonho empreendedor desse qualquer tipo de fruto. Por várias vezes, você achou que ia falir, que o cliente ia calotear, que o funcionário ia te prejudicar.

Enfim, se hoje essa empresa dá lucro,  só você e seu Deus sabem o quanto foi sofrido chegar até aqui.

E agora, chegou a hora de contratar seus primeiros diretores e alguns conselheiros.

A minha pergunta é simples: Para cuidar de sua empresa, do seu sonho realizado, do resultado de todas aquelas noites e aflições transcendidas, qual é o perfil do profissional que você exige, no mínimo?

Vou facilitar: O analfabeto (em sentido amplo) serve para tomar conta do seu setor financeiro? E para cuidar do seu RH?

Para ganhar não menos do que 15 mil reais mensais na sua empresa, quais são as qualificações mínimas que você exigiria?

Tem as respostas? Elas são exigentes?

Pensou algo como “15 mil? Estou contratando o melhor executivo do mundo?” ou foi algo como “para trabalhar na minha empresa, um diretor precisa, além de um currículo brilhante com MBA, especializações e línguas secundárias, uma carreira de sucesso(…)”?

Agora,  se você pensou “Nah! Ninguém é perfeito… Na minha empresa dos sonhos, qualquer um com um bom slogan e uma cara apresentável, merece um cargo de diretor! Se ele não souber  nada sobre o cargo, sem problemas! Eu dou tempo pra ele aprender. E se não aprender, mas continuar com um bom slogan, oras, qual o problema?! Mantenho ele no cargo assim mesmo”.

Pronto. Você tratou a empresa pela qual sangrou e lutou, da mesma forma que 90% dos brasileiros tratam a política nacional. Pelo menos, e diferentemente dos outros 90%, você é coerente com o seu dinheiro e o dinheiro público (de todos). 

De algum modo bizarro, as pessoas estão se lixando para quem vai ganhar 15 mil reais como vereador em São Paulo. Não ligam se ele tem 17 assistentes que custam mais de 140 mil anuais. E se ele(a) tem outros 22 mil reais por ano para gastar com gráficas e materiais de escritório, dane-se. O Estado é quem paga. Com certeza não somos nós que mantemos isso tudo. Com certeza.

Agora, se você imagina o quão bom alguém tem que ser pra ter todo esse dinheiro disponível e trabalhar na sua empresa, então, por que é tão fácil avacalhar com a eleição – amanhã,  municipal – e cooperar para eleger nada menos que 55 vereadores que custam tudo aquilo que eu citei, cada um?

Bem. Um diretor de finanças tem que saber fazer contas e entender algo sobre impostos e lei trabalhista. O diretor de marketing tem de saber como vender um produto em um mercado, e como não vendê-lo em outro.

O que seu candidato a vereador tem que saber?

O que faz um vereador?

Segundo o portal Brasil.gov.br:

Sabe aquele candidato à vereador que prometeu:

  • A ROTA na rua;
  • Benefício fiscal, ou bolsa auxílio (ou qualquer promessa que gere custo ao município);
  • Remoção de radar de vias públicas;
  • Estação de metrô no seu bairro ou rua;
  • Fim do racionamento de água;
  • Acesso gratuito à Internet para sua casa ou região.

Bem… Odeio ser esse estraga-prazeres mas, preciso lhe dizer: a relação candidato-eleitor dele com você já começou com 100% de mentiras. Não precisa ser um gênio para saber que ela não tem como terminar bem.

Mas, diz o ditado que “só tem malandro porque tem otário”. 

Se preferir um ditado importado, os estado-unidenses dizem “fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me.”

Você pode até ser enganado uma vez pelo mau caráter de alguém. Mas, se você é enganado todas as vezes, o problema é você. Sorry.

Sabendo o que o vereador pode – e principalmente, o que não pode – fazer por sua cidade, seu bairro, e por você, suas chances de analisar com profundidade o ridículo discurso de 10 segundos para cada candidato na TV, já sobe um pouco.

Lamentavelmente, os partidos cobtrolam como bem entendem o tempo que têm na TV.
Em outras palavras, significa que os vereadores não têm tempo algum de dizer o que pretendem, se eleitos. E isso é mau por vários motivos. Vou citar 2:

  • Quando um cidadão pretende ingressar na vida política, ele, normalmente,  começa pelos cargos municipais. O cargo de Vereador é como um cargo de Trainee. Um trainee muito caro, precisamos frisar. Oras, se este é um cargo que ajuda a política a introduzir “sangue novo” e não há o menor espaço para observamos a “categoria de base”  e o que ela tem a dizer, quais são as nossas chances de virar o jogo político do Brasil? Perto de zero? Você, meu caro leitor, é um otimista se pensa assim.
  • Você só conhece a ruindade de um candidato, se o acompanhar por um tempo. Ouvir o seu candidato a Vereador falar seria uma excelente maneira de decidir se ele merece seu voto. A prova? A votação pela admissibilidade do processo de impeachment da – agora – ex-presidente Dilma. Quero fazer uma reflexão sobre isso: Quantos de nós, ao menos lembram da existência de canais da TV Câmara, TV Senado, NBR (Executivo Federal), TV Justiça(…)??? Eu não serei hipócrita: Assisto a TV Justiça com prazer, algumas vezes, mas não aguento 2 ou 3 minutos na TV Câmara. Por que? Porque o nível é péssimo. O nível é aquilo que você viu ao longo da votação pela admissibilidade. Pior: Quando eles estão “despreparados” – quando esquecem que estão sendo transmitidos – o nível cai. E é o pior possível.

Rodrigo, legal: A idéia sobre a valorização do voto para Vereador é muito bacana. Mas já é tarde. O que fazer com a eleição ocorrendo amanhã, e nenhuma idéia de quem votar?

Bem, nesse caso, use seu tempo da melhor forma possível.

Vários portais exibem rankings de vereadores e permitem que você, ao menos tenha uma decisão um pouco mais informada. Um deles é o Voto Consciente (http://www.votoconsciente.org.br/avaliacao-dos-vereadores-de-sao-paulo/), aqui, com o ranking da cidade de São Paulo,  mas, com outros rankings para diferentes cidades.

O Voto Consciente é uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público),  e não tem, enquanto entidade, relação partidária com ninguém.

Sobre a neutralidade da avaliação, a menos que ela seja completamente objetiva (ou seja, medindo números) é impossível falarmos sobre “neutralidade”. Organizações e movimentos são constituídos por pessoas, e pessoas sempre têm uma opinião, por mais bem intencionadas que elas sejam.

Também, não adianta pegar o primeiro vereador do ranking, e fazer toda a família votar nele.

Você precisa se lembrar do infame quociente eleitoral. 

Esse instrumento nefasto, criado por safados ainda mais nefastos que ele, faz com que uma corja de safados, amigos dos líderes do partido, sejam eleitos sem um único voto sequer.  A lista é submetida pela presidência do partido e você não tem nenhum poder de impedir que seu voto eleja uma porção de vagabundos e bandidos, só porque você decidiu votar no “top 1” do ranking, com todos os votos que você pôde influenciar.

Como eu expliquei. Votar nos candidatos do ranking não é a melhor idéia do mundo, para a renovação da política.

O ranking só avalia quem já é vereador. Logo, se todos nós votarmos somente nos rankeados, a renovação da porta de entrada da política será de 0 (na verdade,  um pouco mais que isso, mas você entendeu).

Ainda assim, agregar, de última hora, alguma qualidade no peso do seu voto, não pode nunca ser algo ruim. Bem melhor do que o tal voto de protesto que elege safados, mentirosos e incompetentes, para ganhar 15 mil mensais, por 4 anos. Somos, todos nós,  os piores donos de empresa (nesse caso,  paga por todos nós) que podemos conceber.

2 – E o Prefeito? 

Para Prefeito, a situação é um pouco melhor do que é para Vereador. Mas só um pouco,  também. 

Novamente, insisto que é preciso saber o que é da alçada do prefeito e o que dele, todos podem e devem esperar e cobrar:

Pronto. Agora você tem uma visão macro do que pode e não pode fazer por sua cidade, sua excelência, o Prefeito.

Ele também tem um salário alto (mais de 24 mil reais em São Paulo), mas no caso da minha cidade, se serve de consolo, o atual prefeito tem qualificações curriculares e acadêmicas que lhe garantiram soldo muito similar na iniciativa privada. Pelo menos, este consolo…

E, com base nisso, fica mais claro acompanhar o projeto de governo que o candidato defende.

Que projeto??? 

O Jornal Metro fez um comparativo,  resumindo o programa de governo (projeto)  dos principais candidatos em SP.
Fonte: http://www.metrojornal.com.br/wp-content/uploads/2016/08/plano-de-governo-sp-b.jpg

Preciso dizer: Se você escolheu seu candidato à prefeito pela cor do seu símbolo partidário, ou com base no que ele foi no passado, você está fazendo um péssimo negócio por “sua empresa” (vamos manter a metáfora, ok?).

É preciso ler qual é o plano que ele disponibilizou para os próximos 4 anos de seu provável governo.

Se ele não disponibilizou nenhum, não sei nem porquê você ainda cogita dar seu voto a ele.

O prefeito deve ser um estrategista: Ele tem recursos financeiros e prazo (4 anos) limitados. Em qualquer curso fundo-de-quintal, você vai aprender que qualquer projeto (de viajar para a praia no fim de semana, a colocar o primeiro ser humano em Marte), pode ser dividido em 3 dimensões :

  1. Prazo
  2. Custo
  3. Requisitos

Você também aprenderá que o bom gerente de projetos não pode, nunca, perder o controle sobre as 3 dimensões, ao mesmo tempo. Se o cliente quer definir quanto tempo o projeto vai durar,e quanto vai custar, o gerente tem que definir o que o projeto vai entregar.

  • Ora, se prazo e custo (esse é um pouco discutível,  mas, vamos simplificar) já estão definidos desde o primeiro segundo de um mandato de prefeito,  o que resta  ao prefeito é controlar os requisitos que serão entregues.

É aqui que entra a avaliação de plano de governo. Se ele está priorizando a praça na rua chique e o posto de saúde no bairro em que todos os moradores têm plano de saúde, esse candidato tem um péssimo senso de prioridades.

E aqui vai mais um dica de ouro: As palavras significam alguma coisa!!! (uau!)

Por exemplo: Prioridade significa:

“condição do que está em primeiro lugar em importância, urgência, necessidade, premência etc.”.

Incrível, não é? Quantos candidatos dizem, em questão de minutos, que educação, saúde e segurança, são suas prioridades?  Sabe o que eles estão realmente dizendo?  Que não vão fazer nada direito. Por que? Porque não há tempo, nem recurso para entregar todos esses requisitos.

Se o candidato fosse um bom gerente de projetos, ele não teria prometido o impossível. E se você praticasse o ato máximo da cidadania (o direito de votar e ser votado), com mais respeito por si e pelos outros, ele nunca teria sido eleito.

Olhando para os últimos números da pesquisa encomendada pela Rede Globo ao Datafolha, com margem de erro de 2%, demonstra-se que a maturidade do eleitorado na Capital econômica do país, continua igual:

O telejornal
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/eleicoes/2016/noticia/2016/10/datafolha-votos-validos-doria-tem-44-russomanno-e-haddad-16-e-marta-14.amp&ved=0ahUKEwiIr_6q8LrPAhWBD5AKHQ5hDP0QiJQBCBswAA&usg=AFQjCNGDiUXqaO_BoLBdAEDhyZ7Qe-eiyg&sig2=RONTCA3OCV5vOa23nmne2A

Os motivos pelos quais Doria está com ~38% de intenções de voto, me interessam.

Não tem nada a ver com uma análise de prioridades entre Doria e Haddad, ou Doria e qualquer outro candidato. É pura e simples revanche.

Eu digo, sem medo de ser feliz: Não concordo com uma única ideologia do Partido dos Trabalhadores. Uma. E não vou, aqui e agora, discutir o porquê.

Mas, sendo racional e sem paixões, preciso emitir opinião que as prefeituras de Marta (então PT) e Haddad foram superiores à todas as prefeituras que me lembro,  desde 1996, quando passo a ter memória para fatos políticos. Melhor do que Maluf, Pitta, Kassab, Serra etc.. Com tropeços, certamente,  mas muito mais benefícios do que os outros trouxeram à população que já supera a dezena de milhão, na cidade de São Paulo. Ora, e porquê não vão reeleger o candidato que fez mais que os demais?

Porque política não é, e jamais foi ou será, uma Ciência exata. Fazer tudo certo, não garante o mandato pra ninguém. Carisma, simpatia, apoio popular, e outros fatores imponderáveis garantem mais 4 anos aos piores brasileiros que já se teve notícia, como mais de uma dezena de coronéis, historicamente no norte e nordeste brasileiro (onde o Clientelismo e Coronelismo surgiram com força, mas, obviamente, não estão mais restritos por lá), que empesteiam o Congresso Nacional. Ladrões de merenda, fraudadores da Receita Federal e INSS continuam se re-elegendo nos mais diferentes cargos do poder público. São recebidos com comícios, apertos de mão e abraços daqueles que mais são prejudicados por seus crimes e esquemas. Vez ou outra, um solitário pensador na multidão se nega a fazer parte do circo, mas o que é o maior grão de areia, diante de toda a areia da praia?

Sei que não adianta: Vamos discutir esse tema até o dia da minha morte. E tenho a triste confiança de que, até lá, meu povo vai continuar votando muito mal, e reclamando por todos os dias depois de cada eleição, da qualidade, honestidade e competência dos eleitos.

É algo que parece mais forte do que qualquer afirmação de bom senso: A vontade de se livrar do fardo que é ter que pensar, analisar, e arcar com as consequências das decisões que cada um decide tomar. Ao que parece, essa última frase é insuportável para meus compatriotas.

Enquanto isso, pagamos 15 mil por mês para ilustres desconhecidos que recebem esse salário e, porque são completamente incompetentes e ninguém os vigia (me diga o nome do seu candidato à vereador em 2012 e me diga se ele foi eleito e se fez algo de bom), recebem 15 mil para dar nomes a ruas e parques. É tudo o que podem fazer, com a qualidade com que povoamos a Câmara municipal.

Sorte deles. Azar o nosso. Como eu disse, essa é uma escolha de Sofia, da qual todos nós nos arrependemos, do momento em que ela é selada, pelo resto dos 4 anos que nos separam de outra rodada de escolha. Quando cometemos os mesmos erros, de novo.

Nos vemos em 2 anos, com o mesmo discurso, os mesmos problemas e as mesmas necessidades de correção. Dessa vez, para Deputados (estaduais e federais), Governadores, Senadores e Presidente.

Porquê insisto, então ? Sei lá. Porque sou brasileiro e não desisto nunca? “Água mole em pedra dura…” quem sabe

(escrito no celular,  perdoem-me por eventuais erros de linguagem e incorreções.) Revisado.

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