Aja sempre de tal modo que o teu comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.
Immanuel Kant
Se conseguirmos manter essa ideia presente, 80% da conversa já está salva. 😊
Toda vez que eu escrever por aqui, tentarei respeitar outros pontos de vista, e tudo que te peço em troca é empatia… Se você me garantir isso, te dispenso de ler até o final desta página.
E, eu não preciso explicar o que essa palavra significa se você sempre lembrar do princípio acima, como um mantra enquanto você age.
Repita como um mantra! 😛
O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…
O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…
O que não quero para mim, eu não farei contra os outros…
Enfim, vamos à algumas “regras de ouro” que observarei e desejo que todos observem, também:
- O primeiro princípio é o respeito.
É assim que nasce o bom debate. Antes de supor que você entendeu tudo e o outro lado não entendeu nada, considere o (enorme) risco de que você não esteja entendendo o que está sendo dito. Se o texto estiver extremamente mal escrito, busque interagir com o autor apontando o que não parece correto e a fonte que justifica sua desconfiança. Mesmo que o autor seja uma porta, você saíra dessa melhor do que entrou.
- O segundo princípio é saber ler (ou ouvir).
É complicado lidar com os participantes de um debate nos dias de hoje. Toda vez que leio seção de comentários nos n sites de conteúdo, vejo o comentarista criticando [a falta de] algo que foi claramente abordado na matéria. Não entender o argumento é uma possibilidade, mas ao invés de atirar pedras, que tal transformar a arrogância argumentativa em uma pergunta sincera? Assim, é possível mostrar sua discordância sem perder a virtude de supor que, quem sabe, você não leu o texto com a atenção devida. Se não for isso e o autor for gente, ele pedirá desculpas pela omissão ou equívoco.
- O terceiro princípio é embasamento.
Pudim é melhor que sorvete? Depende. Depende do que? De como “melhor” é medido e por quem é medido. Aliás, a depender do meu dia, eu direi uma coisa e, noutro dia, outra. Há temas em que não há “verdade absoluta”, ou que o critério de hierarquia (neste exemplo, “o que é melhor”) não permite uma definição objetiva e, portanto, impessoal da lista final.
E o tratamento precoce contra COVID, funciona? Não. E isso não depende de opinião. Aqui, estudos científicos são o único fiel da balança para decidir pela eficácia ou não de tais tratamentos. Mesmo quando placebo funciona, isso se demonstra por estudos e não por achismos. Não cabe “a sua opinião” em temas que não dependem de ponto de vista (e, sim: tais temas existem!). Portanto, embasamento é fundamental para que possamos construir um conteúdo digno de ser lido. Se isso for quebrado, restará ao autor (eu), o exercício de demonstrar publicamente o seu equívoco. Não é problema estar equivocado. Todos estamos, aqui e ali. O problema é não separar opinião de fato, especialmente no momento em que vivemos.