Sobre o “Sobre”

Li o texto anterior (v2) desta página e me impressionei, pela segunda vez. Como eu era infantil (de novo)… Também pudera: o texto que substituiu o texto de 2016 era de 2023, quase dois anos atrás. Nesse tempo, tudo muda (mais uma vez). Por que a surpresa de que eu não mais concorde com o que escrevi antes?

O “Sobre” (apelido deste blog) é a minha tentativa fracassada de falar sobre alguns assuntos que considero difíceis mas importantes, de forma franca e direta com quem lê (você). Eu não respondo a poderes maiores do que eu (não sou do governo, da igreja, da polícia, do judiciário, do raio que o parta), e mesmo quando falo de tecnologia, nas raras ocasiões em que falo, me sinto bastante livre ( = sem qualquer pressão dos meus empregadores) para falar dos temas que podem ser espinhosos para minha carreira, mas que, até aqui, não me causaram nenhum prejuízo.

Isso não tem NADA a ver com ser neutro. “Neutro” mal pode-se dizer o sabonete para bebês. Não, não há nada de neutro aqui, e quando eu coloco uma ideia que vem de um lugar sabidamente “ideológico” (em aspas, porque virou um palavrão), eu faço questão de informar a origem a quem lê. Se alguma vez não o fiz, prometo que ocorreu porque me foi impossível saber de onde vem (ideologicamente falando) tudo que penso e acredito. Se penso que ninguém deveria passar fome neste mundo, é porque sou de Esquerda, ou porque cresci num lar Cristão “old school”? Não sei. Vai ver que é pelos dois. Ou, vai ver que é porque sou ateu e sei que tudo que acontece com o homem é culpa de outro homem; não da sorte, nem de um deus ou de um demônio… E, vai ver, não é por nada disso, ou é por tudo isso… Mas, não seria esse amálgama escondendo a origem das ideias a mais temível das “ideologias” ou, pior, “a guerra cultural”? Talvez. O que importa é: quando sei de onde vem o que penso, te digo de onde vem. E quando não sei, não estou a te enganar. Apenas não sei. Contudo, sempre explico porque acho isso ao invés daquilo. Cabe a você concordar ou refutar. Ou ser indiferente…

Aqui, falo do que me inquieta. Na verdade, falo bem menos e me inquieto bem mais. Se escrevesse sempre que estivesse inquieto, teríamos três posts por dia e eu seria mais um desempregado. Não é que eu seja brilhante, inquisitivo, livre de “vícios no olhar”. Não há qualquer qualidade mística em mim. Não sou o escolhido, não sou livre de vieses […] em suma: não sou diferente de você. Se sou tão inquieto, passa longe de ser pelas minhas intrínsecas qualidades e tem bem mais a ver com o estado de coisas que a Terra se tornou. Tudo está fazendo água, de abstrações complexas como o contrato social à coisas elementares como o respeito pela vida que não lhe causa danos (sou gentil de deixar você matar quem te faz mal e, mesmo assim, ainda estou certo de que não há respeito pela vida que está em paz). Tudo isso salpicado com 40 graus na sombra. No inverno. É fácil se inquietar. Não há nada de especial nisso.

Já amei muitos assuntos, e por isso o blog foi chamado de “Sobre Tudo e Todos”. Queria poder falar de um montão de coisas, mas acontece que isso não funciona, primeiro porque não engaja, segundo porque não dou conta. Não adianta eu tentar ficar de olho em avanços das biológicas (por exemplo: você ficou sabendo que o Japão vai lançar um “remédio pra crescer dentes” em adultos, até 2030? Pois é…) se ao colocar isso aqui, não tenho nem três leitores depois de dois dias pesquisando para escrever a respeito. É isso mesmo: estou descontando minhas frustrações em você, que só queria saber que porcaria de blog era esse. Desculpe. Mas vai te catar, também… Leia mais, poxa! Dá trabalho! Desculpe…

O “Sobre” é um blog feito por um amador (dizem que o amador é o sujeito que ama-a-dor… Pqp, que lixo de piada…). Não tenho quase nenhuma competência para manter esse espaço, sinceramente. A competência que tenho é bem exótica, na verdade: Tenho amor ao método científico (que pode ser aprendido e empregado por qualquer um, se estudado com alguma seriedade), tenho uma boa (não “ótima”) memória e tenho algum senso crítico para lidar com meias-verdades que são bem mais difíceis de perceber do que mentiras deslavadas. Do mais, sou formado em Tecnologia da Informação (2012) e em Direito (2022) e tenho me esforçado para seguir na área acadêmica das ciências jurídicas. Um dia, se tudo der certo, serei formado em alguma área das Biológicas, todavia, aqui já é plano para o futuro (2032, quem sabe? Acho que vai ficar para 2042…).

Outro detalhe é que, atualmente, sou empregado da Microsoft, a gigante norte-americana da tecnologia, e isso é importante de ser dito porque quem fala aqui é o Rodrigo, cidadão brasileiro. Jamais você verá um texto por aqui que seja escrito pelo Rodrigo, funcionário da Microsoft. Meus gestores, meus superiores, meus pares […], nenhum deles me pediu ou autorizou a falar em nome da companhia, ou sobre assuntos que lhe sejam de interesse comercial ou estratégico. Portanto, nada do que se lê neste blog pode ser atribuído ao “Rodrigo, funcionário da Microsoft”, combinado? Ao cidadão Rodrigo, sim, tudo que se lê aqui pode e deve ser atribuído a mim. É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato (art. 5º, inc. IV, CRFB/1988).

Caso algo que você veja por aqui lhe pareça errado (legalmente, emocionalmente, espiritualmente, ou só uma regra gramatical quebrada e que te chateia…) me avise e veremos o que pode ser feito.

Atenciosamente,
Rodrigo – Escritor, Editor, Colunista, Revisor, CEO, CIO, CFO, COO, Chairman, Diretor, Gerente, Analista, Almoxarife, Acionista majoritário & minoritário, Tio do café (…) do Sobre Tudo & Todos.Org

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